Não é baboseira. É a simplicidade complexada. As definições por meio das palavras são como o tempo. Um dia ensolarado pode conter raios endiabrados escondidos no início da tarde. O algodão doce branco torna ao cinza, à furia negra e grita trovões. Assim como uma noite entre amigos pode acabar em chuva de tristeza.
Eu sou a tempestade. Sou o vento que te golpeia com sinceridade. Misericórdia é mero apelo. Me aprecie pela minha força, minha surpresa. Sou um símbolo da austeridade natural. Não sou artificial. Não penso, apenas aconteço. Posso vir calmamente para acalentar relacionamentos em sintonia. Sou o furacão.
Devasto casas, arraso quarteirões e arremesso minha fúria de saia branca rodada por quilômetros a fio. Sou o peão da morte, sou muita coisa e você coisa alguma. Se um dia sonhou em ser dominada pelo destino, este semeia minha alcunha. Regulo os medos, desmitifico os castelos encantados, dou nó nos teus cabelos úmidos do meu sereno e brinco seriamente de pique-pega.
Sopro tua alma com robustez e vitalidade. Apesar da potência, não esqueço de arrepiar tua pele nua em pelo. Borboletas no estômago? Não há de quê. Bato as asas da falta de calor. Asas que perambulam pelos lugares até descobrires que és o quente e eu.. o frio.
Não importa o que aconteça. Corra! Eu vou te pegar.

3 comentários:
Eu simplesmente amei esse texto.
Simples.
Muito bom! Gostei da confiança do eu-lirico. E amei as palavras que vc escolheu!
Viril...avassalador...forte e encantador! Adorei o texto também!
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